sexta-feira, 1 de março de 2013

Como Anda o C4L, Sucessor do C4 Pallas.

Citroën C4L

Ele chega ao Brasil no fim do primeiro semestre, com o hatch. E deixará o C4 Pallas no passado. O Citroën C4L foi apresentado na China, onde foi avaliado em primeira mão. Comparado a seu antecessor, ele tem o mesmo entre-eixos (2,71 m) e um porta-malas menor (435 litros, contra 513 l do sedã atual), mas pretende compensar a perda com um desenho bem mais atraente e confortos como acabamento interno de toque suave e equipamentos como sistema sem chave de partida e abertura do carro, navegador e outras comodidades. Tudo para que a Citroën consiga se firmar no segmento de sedãs médios – coisa que nunca conseguiu com o Pallas

Em junho de 2007, Sergio Habib era presidente da Citroën do Brasil e talvez nem imaginasse ser importador (muito menos fabricante) de carros chineses. No lançamento do C4 Pallas, nome dado por ele, Habib dizia que, se não vendesse pelo menos 2 mil unidades por mês, o carro poderia ser considerado fracasso. De saída ele vendeu 1.800 unidades/mês em um segmento cujos líderes atingiam a marca das 4 mil unidades/mês.  Em 2012, a queda foi sensível, com a média de 340 carros vendidos por mês. Não surpreende, portanto, que a Citroën tenha pressa em lançar o sucessor. Quanto antes o Pallas for substituído, melhor, mas o C4L só deve chegar ao Brasil em meados desse ano.

Citroën C4L

C4L é um francês desenvolvido na China, de olho nos clientes emergentes. O C4 Pallas também foi criado na China, mas o resultado não foi tão bom como agora. O C4L não traz estilo imponente ou vanguardista. Apostou em dimensões e linhas mais convencionais e, por isso, com mais chance de agradar.

O carro, contudo, não é contido. A lateral tem vincos marcantes que transmitem ao sedã o perfil dinâmico perseguido pelos designers de hoje. A lanterna traseira avança pela tampa do porta-malas, com linhas arrematadas por uma barra cromada, um toque de requinte. Na dianteira, agora há uma fileira de LEDs sob os faróis de neblina. Só poderiam caprichar um pouco mais em detalhes como nas dobradiças da tampa do porta-malas, do tipo “pescoço de ganso”.

Citroën C4L

Lounge


L, segundo a Citroën, seria uma referência ao espaço interno do sedã, praticamente um lounge. Exageros à parte, o entre-eixos do carro permite que ele ofereça espaço razoável para a cabeça e para as pernas. Quem tiver cerca de 1,80 m conseguirá viajar sem aperto, o que já é uma boa vantagem. O bônus é o encosto do banco traseiro, que pode ser reclinado em até 29°. Os bancos dianteiros podem ser bem reclinados para a frente (40°), formando apoio para as pernas de quem estiver atrás. Tirei a prova ao longo de mais de 1.300 km ao volante do carro. Quando batia o sono, eu tirava uma soneca rápida para recarregar as baterias. O bom isolamento acústico me ajudava tanto nestas horas quanto dirigindo a 120 km/h.

Citroën C4L

Príncipe da mecânica


O modelo que avaliei estava equipado com o 1.6 THP, que já conhecemos no Brasil. O câmbio é o automático de seis marchas, uma tremenda evolução em relação ao de quatro marchas presente no C4 Pallas.

Nem é preciso falar muito do 1.6 Prince, equipamento desenvolvido em conjunto pela BMW e PSA. Um de seus destaques é o turbo de baixa inércia, que enche rapidamente e não dá sensação esquizofrênica presente em alguns concorrentes: fraco em baixa, forte em alta. Sem contar que é um motor de consumo moderado.

Os comandos do C4L têm respostas rápidas. A direção é assistida na medida certa para nosso gosto, mas não para aqueles que priorizam o conforto. Se você já dirigiu um carro alemão e sentiu como eles passam uma sensação de solidez ao volante, sabe exatamente do que estou falando. Em baixas velocidades, é preciso fazer um pouco mais de força do que você estaria acostumado. Em altas, a direção tem o peso exato para não assustar o motorista (ou o passageiro) caso seja necessário fazer uma manobra brusca.

Os freios também têm desempenho quase alemão. São fáceis de modular e, diante de uma emergência, respondem com obediência canina. O curso do pedal é um pouco longo, mas isso não tira a confiança que o C4L transmite desde os primeiros contatos. Se o modelo chinês já se sai bem assim, torcemos para que o brasileiro siga a mesma receita.

Citroën C4L

Caminho da montanha


Ainda que não tenha a excelente transmissão de oito marchas dos BMW, podemos afirmar que a evolução da transmissão no C4L foi notável. As trocas são feitas rapidamente, mas não espere comportamento esportivo desta caixa.

Citroen c4l

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